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Com abusos na utilização de celulares corporativos, empresas reforçam monitoramento

O Globo

Ione Luques

RIO – Não é novidade que a maioria dos executivos do mundo está permanentemente conectada ao trabalho por meio de aparelhos móveis. E, com a chegada dos smartphones, como Blackberrys, Iphones e HTCs, a telefonia móvel passou a ser ainda mais difundida dentro das empresas, pois o funcionário pode acessar vários tipos de serviços pelo seu aparelho, como conferir e-mails, navegar na web e utilizar aplicativos que até então estavam limitados aos computadores. Esses recursos, assim, começam a deixar de ser privilégio de executivos do alto escalão e, em algumas empresas, estão a disposição das equipes. Com isso, podem ocorrer abusos e o monitoramento é, também, cada vez maior.

Diante deste cenário, as empresas viram, em muitos casos, seus gastos com telefonia móvel crescerem de forma significativa. Segundo Sérgio Ganhito, gerente de RH da Sumus, empresa especializada em gestão de despesas em telecom, este alerta fez com que as empresas começassem a aplicar para a telefonia móvel os controles que até então eram utilizados somente para a telefonia fixa – e de forma ainda mais complexa, uma vez que a telefonia móvel permite muito mais possibilidades que a fixa.

Marcelo Botelho, diretor da Veus Technology, ressalta que, sem dúvida, dispor de um celular multifuncional agiliza a vida de qualquer um, portanto, é preciso ter bom senso e saber usá-lo da melhor maneira possível.

– As empresas buscam lucrar, e não sair perdendo com a utilização da tecnologia. Por isso, normalmente, procuram alertar sobre a responsabilidade de usar o aparelho apenas para fins de trabalho. E o profissional deve estar ciente dessa responsabilidade.

Leia também: abuso no uso de aparelhos altera perfil de contrato fechado entre operadoras de telefonia e empresas

Na Veus Technology, há uma preocupação em monitorar a utilização desses aparelhos, já que a empresa trabalha com metas e não deve gastar mais que o permitido, acrescenta Patrícia Machado, da área financeira:

– Este controle é feito de algumas formas. Em alguns casos, definimos uma quantidade de minutos para ser utilizada durante o mês. Assim, não temos surpresas. Caso o uso abusivo seja para ligações pessoais, o valor pode ser descontado na folha de pagamento. Mas geralmente, quando isso ocorre, uma conversa direta costuma resolver e o fato não volta a acontecer – garante ela.

Mas, como as empresas monitoram e sabem se essas ferramentas estão sendo utilizadas de forma abusiva? Segundo Botelho, é totalmente possível controlar as ligações da telefonia móvel e as empresas que prestam este tipo de serviço são comprometidas e capazes de revelar quase tudo que é feito com o aparelho.

– Até mesmo se o usuário está navegando em lugares indevidos ou fazendo downloads desnecessários – diz o diretor da Veus Technology.

O uso do celular de trabalho de maneira inapropriada não chega a ser uma novidade, na opinião de Botelho, pois é comum vermos nos escritórios, até mesmo com os chefes ao lado, os telefones e a internet sendo usados para outros fins não profissionais.

– O que não pode ocorrer é abuso por parte dos empregados. Não se pode aceitar uma pessoa que fica horas falando com o marido ou a esposa ou baixando jogos às custas da empresa. Neste caso, a melhor atitude é chamar a atenção do profissional e alertá-lo que sua atitude está errada – acrescenta ele.

Na opinião de Ganhito, da Sumus, cortar o uso dos aparelhos é uma atitude radical e pode ser encarada como uma punição ao usuário. Além disso, diz ele, é uma atitude que pode também prejudicar a empresa, já que se entende que, em determinados cargos, o funcionário precisa daquele recurso para o trabalho.

– O importante nesses casos é primeiramente conscientizar o usuário de que existe monitoramento, o que muitas vezes já reduz a utilização e consequentemente os gastos. Outra opção é fazer a cobrança do que for particular e até realizar uma ação mais efetiva sobre os usuários, procurando entender as razões de usos incoerentes com a recomendação da empresa.

Se o abuso persiste, é possível que o empregado seja demitido por justa causa, mas não é um processo simples para a empresa, diz Botelho: ela deve provar que o empregado sabia de sua condição, além de apresentar as provas para a justa causa.

– No Brasil, existe uma lei que deixa claro que não é permitido violar as correspondências e a comunicação, a não ser por ordem judicial. O monitoramento de telefones móveis é permitido neste caso, visto que o aparelho é propriedade da empresa. No entanto, o usuário deve ser avisado que está com o aparelho sendo monitorado. Caso contrário, esta atividade pode ser considerada ilegal.

Ganhito, da Sumus, ressalta que as empresas passaram a estudar mais detalhadamente o perfil de utilização dos usuários, importando os dados das contas para sistemas especializados que possibilitam uma melhor interpretação das informações enviadas pelas operadoras de telefonia. Outra ação foi disponibilizar via web ou enviar por e-mail relatórios para validação dos usuários e gestores com as informações de seu consumo, inclusive possibilitando a validação de ligações e utilização de serviços (como jogos, download de aplicativos, entre outros) de forma particular. Várias empresas já debitam esses itens particulares do funcionário, de forma automática, na folha de pagamento.

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